
(Participava de uma discussão acadêmica – “Tá, Tauana. Se tu faz tanta questão. Mas é tu que vai pagar o travesti…” -, quando o Pellanda resolveu dar um “Eaí, meninas, tudo bem?”, justamente nas nossas mesas. Pensei em explicar toda a história detalhadamente – estávamos discutindo sobre o provável tema do nosso projeto audiovisual, na cadeira dada pela Andréia Mallmann -, pra não passar por louca ou transex-maníaca, mas tava um calor desgraçado. E calor não raro me dá preguiça.) Começamos a aula sobre rádio, que foi dada quase que inteira pelo Mércio, tendando traduzir para o português o que estava escrito no quadro. Acabado esse desafio, passamos um bom tempo ouvindo a explicação para aquilo que, a principío, era tão ilegível – “Rádio-sociedade, o quê”, “Ondas de alcançe, como?”. Daí, a primeira supresa: eram coisas bem fáceis de se entender. E, depois, mais surpresa: as pessoas são fiéis, antes do que à TV, ao rádio – 74% delas ouvem as informações todos os dias, contra 70% que vêem as informações todos os dias. Se esses índices não pudessem ser provados por meras questões físicas (passamos a maior parte do tempo fora de casa ou fora de um lugar que tenha TV, logo, temos que arranjar outro meio para nos atualizar), desconfiaria desses percentuais. Eu, aliás, sempre invento uns. Enfim, as aulas do Mércio são algo bem “Ai, que loucura!”. E minha modesta opinião: ai, que absurdo!