OUVIR A SI MESMO (PARTE II)

28/05/2009
Cruzes!

Hoje chegamos ao cúmulo do sadomaso. Pellanda e Mércio nos fizeram ouvir todos os programas da aula passada! Quase fugi pro banheiro na hora que colocaram o play na minha vez – contudo, dei força na peruca e aguentei. Deram dicas do que se podia melhorar e alguns colegas, que não gostaram dos comentários, pareciam ter esquecido a educação em casa. E essas pessoinhas serão profissionais num futuro próximo, tsc tsc. Após o intervalo, tivemos enrolation versão teoria e versão prática e eu aproveitei pra atualizar o blog e ver as novidades de mi amor (vide links.) Ai, essa vida é cansativa.


OUVIR A SI MESMO

21/05/2009
Tem coisa pior? Hoje gravamos um programa de rádio de 15 minutos. Fiquei com a parte de política e, na hora do vamos ver, fiquei nervosa, obviamente. Que tipo de pessoa confunde “cidadãos” com “cidadões”? CIDADÕES! Santa ignorância! Mantive a calma – mentira -, contudo, pois o pior estava por vir ou, melhor, por ouvir: minha própria voz. Horror, terror, sinistro, pânico. Quero ser muda. Enfim, minha noite foi uma noite de decepções. Logo mais, chegando na kombi pra ir pra casa: cadê o meu pen-drive? Merda, ele era tão rosa e queridinho. Considerações finais acerca da aula: o programa de rádio do meu grupo teve o fenomenal recorde de 7 ouvintes e, não sei por quê, mas a minha asma ficou na dela e não tentou me matar dessa vez. Tô dizendo, a vida é loka.

RÁDIO E TRAVESTI

14/05/2009
Alô, travesti?

(Participava de uma discussão acadêmica – “Tá, Tauana. Se tu faz tanta questão. Mas é tu que vai pagar o travesti…” -, quando o Pellanda resolveu dar um “Eaí, meninas, tudo bem?”, justamente nas nossas mesas. Pensei em explicar toda a história detalhadamente – estávamos discutindo sobre o provável tema do nosso projeto audiovisual, na cadeira dada pela Andréia Mallmann -, pra não passar por louca ou transex-maníaca, mas tava um calor desgraçado. E calor não raro me dá preguiça.) Começamos a aula sobre rádio, que foi dada quase que inteira pelo Mércio, tendando traduzir para o português o que estava escrito no quadro. Acabado esse desafio, passamos um bom tempo ouvindo a explicação para aquilo que, a principío, era tão ilegível – “Rádio-sociedade, o quê”, “Ondas de alcançe, como?”. Daí, a  primeira supresa: eram coisas bem fáceis de se entender. E, depois, mais surpresa: as pessoas são fiéis, antes do que à TV, ao rádio – 74% delas ouvem as informações todos os dias, contra 70% que vêem as informações todos os dias. Se esses índices não pudessem ser provados por meras questões físicas  (passamos a maior parte do tempo fora de casa ou fora de um lugar que tenha TV, logo, temos que arranjar outro meio para nos atualizar), desconfiaria desses percentuais. Eu, aliás, sempre invento uns. Enfim, as aulas do Mércio são algo bem “Ai, que loucura!”. E minha modesta opinião: ai, que absurdo!


JORNAL: PERMANÊNCIA OU ABDUÇÃO?

07/05/2009
Na aula de hoje encerramos o primeiro módulo discutindo os possíveis futuros do jornal impresso. Por exemplo, para Philip Meyer, que escreveu “Jornal evanescente – salvando o jornalismo na Era da Informação”, o último exemplar de jornal impresso será no ano de 2043. Para os leitores mais conversavadores, assim como para os que trabalham com o segmento, é difícil aceitar que a rotina de acordar, tomar o café folheando as folhas de, as vezes, diversos jornais irá acabar – essa idéia é não só triste, como assustadora também. Contudo, não podemos ignorar as estatísticas: só na Inglaterra, leitores de 15 a 24 anos dizem que gastam 30% menos tempo com jornais desde que começaram a usar a internet.  Ficam, portanto, a polêmica e a dúvida: o jornal impresso será abduzido pela Lei da Oferta e da Procura? Ou continuará lindo, livre e impresso, as it has always been? Seja um ou outro, o que importa é o que Michael Rogers, do New York Times, disse à Folha de São Paulo: “Por mais banal que possa parecer, tudo começa com repórteres, redatores e editores que sabem reconhecer e contar uma história. Sem eles, não faz diferença quão incríveis são as novidades tecnológicas.” Amém.

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