30/06/2009
Hoje gravamos um telejornal de 20 minutos, dividido em dois blocos – um com uma entrevista e um com um debate. Meu grupo entrevistou Tiago Suman, um dos colaboradores do Vida Urgente. Perguntamos sobre o aniversário da ONG, o tempo que se passou da Lei Seca e o que as estatísticas mostram. Confesso que fiquei meio tonta gravando aquelas pessoas que não paravam de rodar na cadeira. “Elas foram feitas pra isso, pessoal, mas é preciso resistir”, não parava de dizer o Mércio. Fui a operadora da câmera nos blocos, ao lado do Pellanda que, novamente, comprovou ser O Dono da Tecnologia Mundial. De onde todos aqueles botões? Como usar todas aquelas telas? Santa coordenação! Depois, fiquei em volta dos colegas fazendo nada de muito útil e, daí, fui embora. Hoje, além de todo o auê, foi a última aula do semestre. Definitivamente aprendi a não menosprezar telejornalistas e, mais ainda, a respeitar o famigerado Cinturão Hi-tech do Pellanda – que, de certa forma, também me dá medo. Foi um semestre produtivo, dentro das minhas limitações, não posso negar.
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25/06/2009
Ótimo. A universidade resolveu que hoje seria bem legal a gente torrar um período fazendo uma prova sei lá pra quê, sobre sei lá o quê e sei lá por que sem resultado. Aliás, alguém sabe de onde saiu aquilo? Espero que não seja já o ENADE. Acho que não era. Depois do intervalo assistimos às gravações da aula passada, ao som de pessoas desafinadas no corredor cantando Should I stay our should I go?. Ai, que nojo. Enfim, não entendi bem os comentários dos professores sobre o que se podia melhorar, a não ser algumas observações em tom de brincadeira aos que insistiram em dançar na frente da câmera. De qualquer forma, isso definitivamente não é problema meu, já que nem conseguir gravar eu consegui. E, ai, deuzulivre. Semana que vem teremos um programa de 20 minutos. Onde fica mesmo a enfermaria?
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18/06/2009
Hoje faltei aula. Mas me senti culpada e resolvi aparecer nos últimos 40 minutos da aula pra explicar a situação – coisas dessa vida bandida – e acabei ficando por lá mesmo. Quando cheguei, o pessoal já se preparava, com direito à maquiagem, escova de cabelo e troca de boné, pra começar a gravação do vídeo de 30 segundos. Acho que não teve ninguém que foi super mal, me impressionei. Essas pessoinhas super desinibidas… quero ser assim quando eu crescer. Fora isso, me contaram que, no primeiro período, o Mércio e o Pellanda explicaram como seria a gravação, deram dicas e relembraram alguns conceitos das outras aulas. Ah, e se isso conta participação: teachers, eu ajudei a Paloma a decorar a fala dela, juro.
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21/05/2009
Tem coisa pior? Hoje gravamos um programa de rádio de 15 minutos. Fiquei com a parte de política e, na hora do vamos ver, fiquei nervosa, obviamente. Que tipo de pessoa confunde “cidadãos” com “cidadões”? CIDADÕES! Santa ignorância! Mantive a calma – mentira -, contudo, pois o pior estava por vir ou, melhor, por ouvir: minha própria voz. Horror, terror, sinistro, pânico. Quero ser muda. Enfim, minha noite foi uma noite de decepções. Logo mais, chegando na kombi pra ir pra casa: cadê o meu pen-drive? Merda, ele era tão rosa e queridinho. Considerações finais acerca da aula: o programa de rádio do meu grupo teve o fenomenal recorde de 7 ouvintes e, não sei por quê, mas a minha asma ficou na dela e não tentou me matar dessa vez. Tô dizendo, a vida é loka.
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14/05/2009

(Participava de uma discussão acadêmica – “Tá, Tauana. Se tu faz tanta questão. Mas é tu que vai pagar o travesti…” -, quando o Pellanda resolveu dar um “Eaí, meninas, tudo bem?”, justamente nas nossas mesas. Pensei em explicar toda a história detalhadamente – estávamos discutindo sobre o provável tema do nosso projeto audiovisual, na cadeira dada pela Andréia Mallmann -, pra não passar por louca ou transex-maníaca, mas tava um calor desgraçado. E calor não raro me dá preguiça.) Começamos a aula sobre rádio, que foi dada quase que inteira pelo Mércio, tendando traduzir para o português o que estava escrito no quadro. Acabado esse desafio, passamos um bom tempo ouvindo a explicação para aquilo que, a principío, era tão ilegível – “Rádio-sociedade, o quê”, “Ondas de alcançe, como?”. Daí, a primeira supresa: eram coisas bem fáceis de se entender. E, depois, mais surpresa: as pessoas são fiéis, antes do que à TV, ao rádio – 74% delas ouvem as informações todos os dias, contra 70% que vêem as informações todos os dias. Se esses índices não pudessem ser provados por meras questões físicas (passamos a maior parte do tempo fora de casa ou fora de um lugar que tenha TV, logo, temos que arranjar outro meio para nos atualizar), desconfiaria desses percentuais. Eu, aliás, sempre invento uns. Enfim, as aulas do Mércio são algo bem “Ai, que loucura!”. E minha modesta opinião: ai, que absurdo!
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07/05/2009
Na aula de hoje encerramos o primeiro módulo discutindo os possíveis futuros do jornal impresso. Por exemplo, para Philip Meyer, que escreveu “Jornal evanescente – salvando o jornalismo na Era da Informação”, o último exemplar de jornal impresso será no ano de 2043. Para os leitores mais conversavadores, assim como para os que trabalham com o segmento, é difícil aceitar que a rotina de acordar, tomar o café folheando as folhas de, as vezes, diversos jornais irá acabar – essa idéia é não só triste, como assustadora também. Contudo, não podemos ignorar as estatísticas: só na Inglaterra, leitores de 15 a 24 anos dizem que gastam 30% menos tempo com jornais desde que começaram a usar a internet. Ficam, portanto, a polêmica e a dúvida: o jornal impresso será abduzido pela Lei da Oferta e da Procura? Ou continuará lindo, livre e impresso, as it has always been? Seja um ou outro, o que importa é o que Michael Rogers, do New York Times, disse à Folha de São Paulo: “Por mais banal que possa parecer, tudo começa com repórteres, redatores e editores que sabem reconhecer e contar uma história. Sem eles, não faz diferença quão incríveis são as novidades tecnológicas.” Amém.
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30/04/2009

Acabou o marasmo pra aqueles que, desde a distribuição das editorias, já tinham encaminhado suas matérias. Hoje passamos as produções para o sistema, juntamente com as respectivas fotos. Sobre o que eu, particularmente, fiz em aula: digitei toda a minha reportagem de novo, pois sou um asno que tinha salvo o arquivo em .JPEG e, como sabemos, isso é ridículo. Mas, também, não tenho do que reclamar – passei as duas últimas e boas aulas fazendo nihil. Foram dois períodos de confusão e desespero, pessoas que perderam as matérias, outras que nem sabiam o que era pra fazer. Só fiquei meio assim por não poder participar da diagramação, umas das partes mais legais, já que isso é coisa que coube apenas ao Mércio e ao Pellanda. Às 22:30h, como de costume, dei um tchau pras léssies, e pros professores, e me mandei pra casa.
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